Segurança em IoT: Mitos e Verdades

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Quais são os mitos e verdades que permeiam a segurança em IoT – Internet das Coisas? É fato que a internet das coisas promete uma comodidade incomparável e para atingir o seu potencial, é essencial conquistar e manter a confiança do consumidor sobre questões como privacidade e segurança. Tão imensa será a quantidade de dados que essas “coisas” conectadas vão gerar que o grande desafio será protegê-las de forma eficiente.

Existe muita especulação em relação ao crescimento da Internet das Coisas e de como essa nova tecnologia vai fazer parte do dia-a-dia dos usuários, a especulação pode acentuar incertezas ou eternizar mitos. A ideia de um mundo onde milhões, ou até bilhões, de objetos estejam conectados em rede e consigam desempenhar tantas funções pode parecer cenário de ficção científica, mas a Internet das Coisas já é realidade e de forma simples é composta por uma rede de objetos físicos que possuem sensores e atuadores conectados entre si, sendo assim capazes de coletar, transmitir dados e executar ações.

A IoT já existe em uma ampla variedade de aplicações e está mais presente do que nunca, nossa percepção ainda é que tratamos de um assunto futurista, mas não, a internet das coisas já é uma realidade, algumas aplicações para o consumidor já em uso generalizado incluem eletrodomésticos inteligentes, ou dispositivos que façam com que os eletrodomésticos estejam conectados, possibilitando o usuário a criar regras, cenários e, realmente, controlar sua casa ou ambiente definido, de onde estiver.

Os mitos que rodeiam a Internet das Coisas estão no caminho de como a tecnologia ou as aplicações que a suportam são desenvolvidas, pois já sabemos que ela é uma realidade e que vai desempenhar um papel muito grande em nossas vidas.

A ideia de que uma geladeira poderia ser usada contra você não é tão plausível quanto parece, mas os dados fornecidos pela Internet das Coisas, embora nunca livre de risco, pode criar muito mais oportunidades do que ameaças. Arquiteturas de segurança robustas estão constantemente em desenvolvimento, e, embora a batalha para ficar à frente de hackers sempre estará por perto, não se pode permitir que preocupações de segurança impactem o desenvolvimento dos produtos, sendo o nosso grande exemplo a própria internet.

Com a Internet das Coisas, é possível realizar uma série de tarefas até então impensáveis, como controlar objetos remotamente ou utilizá-los como provedores de serviços. Por isso, essa tecnologia contribuiu com grandes avanços não só para o comércio ou para a indústria, mas também para as residências dos usuários. Mas com tanto trafego de dados, como fica a segurança?

Apesar dos riscos, quem adota a internet das coisas deve se preocupar com medidas básicas com objetivo de conter qualquer risco, como o uso de senhas complexas para reduzir a eficácia de ataques, além da opção por produtos que se preocupem com a adoção da criptografia de dados para armazenar informações coletadas pelos aparelhos e trocar dados entre dispositivos de forma segura.

Essas medidas conseguem mitigar grande parte dos ataques virtuais de hoje, fazendo com que a rede passe a ter um nível de confiabilidade elevado, uma vez que todas as conexões são monitoradas dinamicamente. E como os equipamentos estarão isolados contra vulnerabilidades dos dispositivos IoT, mesmo que ataques sejam realizados, o negócio não terá seus dados expostos.

Além disso, a Internet das Coisas traz, ainda, outra vantagem: ela aumenta a eficiência dos objetos e até mesmo possibilita que eles desempenhem mais funções. Uma multinacional coreana, por exemplo, lançou recentemente uma geladeira que é capaz não só de armazenar alimentos, mas também de gerenciar o estoque e até mesmo pedir comida.

A ideia de que o mundo já é um lugar muito conectado é compreensível, dado que muitos de nós usam uma variedade de dispositivos que “falam” uns com os outros diariamente, quando tudo estiver conectado (de casas a hospitais) a internet das coisas irá alcançar o seu potencial.

A Internet das Coisas traz um conceito inovador para a tecnologia e nos permite soltar a imaginação para apostar em um futuro cada vez mais conectado. Geladeiras conectadas para informar a falta de suprimentos e carros conectados enviando informações em tempo real sobre as condições de tráfego estão mais próximo do que se imagina.

Priscila Rodrigues – Gerente de Produto da Pixel

27/09/2019

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